"A falta de leis islâmicas favorece o homossexualismo no Brasil". Acho que foi ano passado que alguém no PF (prato feito) - com quem eu dividia a mesa - comentou isso. Óbiviamente um comentário preconceituoso. Mas se alguém tem direito de ser homossexual, outro alguém tem o direito de ser homofóbico, mas esse não é o ponto em questão. Vamos por em palta o homossexualismo nessa cultura tão severa.
As leis islâmicas tem muito cuidado em relação ao sexo. Por exemplo, é proibido um homem ficar a sós com uma mulher que não seja da sua família. Logo, se você quer namorar uma garota... terá que casar com ela.
Porém pode ficar a sós com homens. Afinal são do mesmo sexo. Porém o homossexualismo existe e está em evidência nas discussões conteporâneas. Quer dizer que se é proibido ficar a sós com mulheres, mas é permitido ficar a sós com homens, incentiva-se os homens a ficar a sós. E dá liberdade para os homossexuais pôr em prática a sua sexualidade, enquanto inibe os heterossexuais.
Dizem que no Irã os homossexuais recebem pena de morte. Mas na Arábia Saudita não. E uma lei tão rigida - amolecida nesse ponto - acaba por incentivar o homossexualismo. Gerando uma contradição na sua rígida política sexual.
Não conheço quase nada da cultura do Islã, mas no fim das contas acaba sendo tão liberal quanto o ocidente nesse ponto que ainda é polêmico no nosso american way of life.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
sábado, 24 de maio de 2008
Frase de Kombi
Essa frase eu li num vidro traseiro de uma Kombi:
Falar de mim é fácil difícil é ser eu!!!
Falar de mim é fácil difícil é ser eu!!!
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Nota sobre "O Fim do Mundo e a Morena"
No dia 4 de abril de 2008 eu publiquei aqui no blog o post "O Fim do Mundo e a Morena". O post foi baseado numa notícia do jornal Estadão, do dia 31 de março. Pois bem, alertei para todos sobre a gravidade da situação da possibilidade de o mundo se acabar antes mesmos de se esgotar nosso prazo de validade.
Para ratificar a importância desse fato, venho mostrar-lhe que essa notícia sendo comentada, ainda que na surdina. Um desses avisos apocalípticos foi registado na Revista Veja de 9 de abril. E por último, mas não menos importante, foi comentado no episódio número 15 dessa primeira temporada da séria The Big Bang Theory.
E acho que finalmente chegou a hora do Renato Russo. Nunca esse versos fizeram tanto sentido: "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Porque, se você parar pra pensar, na verdade, não há."
Pessoal, já tá na hora de começar a festa de despedida.
A gente se vê 'amanhã', ou não.
Para ratificar a importância desse fato, venho mostrar-lhe que essa notícia sendo comentada, ainda que na surdina. Um desses avisos apocalípticos foi registado na Revista Veja de 9 de abril. E por último, mas não menos importante, foi comentado no episódio número 15 dessa primeira temporada da séria The Big Bang Theory.
E acho que finalmente chegou a hora do Renato Russo. Nunca esse versos fizeram tanto sentido: "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Porque, se você parar pra pensar, na verdade, não há."
Pessoal, já tá na hora de começar a festa de despedida.
A gente se vê 'amanhã', ou não.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Mal-Estar Tecnológico
Quando as máquinas souberem o que estou pensando
se tornará incoveniente o contato com outro ser humano
Pois o que é tão trabalhoso
será ainda menos vantajoso
pela Utilidadade que terá
E se era tão deprimente
procurar um semelhante
para ser compreendido
Venderão,
a preços populares
a melhor esposa e o melhor amigo
Não padecerei da dúvida
de saber o que eu gosto,
com a sublime facilidade
de ter pai e mãe a postos
Nunca sentirei a alegria de ser conhecido pela minha companheira
sabendo que ela jamais me compreenderá como minha cafeteira.
se tornará incoveniente o contato com outro ser humano
Pois o que é tão trabalhoso
será ainda menos vantajoso
pela Utilidadade que terá
E se era tão deprimente
procurar um semelhante
para ser compreendido
Venderão,
a preços populares
a melhor esposa e o melhor amigo
Não padecerei da dúvida
de saber o que eu gosto,
com a sublime facilidade
de ter pai e mãe a postos
Nunca sentirei a alegria de ser conhecido pela minha companheira
sabendo que ela jamais me compreenderá como minha cafeteira.
Tiago Buarque
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Terapia da Fome
Recife, 28 de abril de 2008.
Estávamos conversando no carro, voltando do CinePE. Eu tinha acabado de explicar qualquer sem muita importância, afinal. Então o Colega tornou a reclar: Mas isso não resolve o fato de que estou com fome.
Não é possível tratar a fome com o mesmerismo - mesmerismo é uma palavra de escritor e estou imitando, como faz todo jovem que quer aprender a tocar um instrumento. Não existe uma terapia da fome. Hoje de manhã, estava fazendo prova oral de Inglês, professora perguntou: como se pergunta 'quantos anos você tem'? How old are you. Com qual verbo você pergunta? To be. Você disse 'she has nineteen'. Ah, she is nineteen. Perguntou com to be tem que responder com to be.
É isso, a fome do Colega é outro verbo. Não é como os problemas psicológicos, que ae tratam através da conversa. Porque, os problemas psicológicostêm origem em relacionamentos (diálogos) mas a fome do Colega tem outras razões.
Estávamos conversando no carro, voltando do CinePE. Eu tinha acabado de explicar qualquer sem muita importância, afinal. Então o Colega tornou a reclar: Mas isso não resolve o fato de que estou com fome.
Não é possível tratar a fome com o mesmerismo - mesmerismo é uma palavra de escritor e estou imitando, como faz todo jovem que quer aprender a tocar um instrumento. Não existe uma terapia da fome. Hoje de manhã, estava fazendo prova oral de Inglês, professora perguntou: como se pergunta 'quantos anos você tem'? How old are you. Com qual verbo você pergunta? To be. Você disse 'she has nineteen'. Ah, she is nineteen. Perguntou com to be tem que responder com to be.
É isso, a fome do Colega é outro verbo. Não é como os problemas psicológicos, que ae tratam através da conversa. Porque, os problemas psicológicostêm origem em relacionamentos (diálogos) mas a fome do Colega tem outras razões.
domingo, 27 de abril de 2008
A Luta do Rochedo contra o Mar
Esse título sempre me chamou a atenção - apesar de estar bêbado em quase todas as vezes que ouvi. É um verso de uma samba, "(...)Acredito ser o mais valente Nessa luta do rochedo com o mar!!! É hoje o dia!!! Da alegria!!! E a tristeza...Nem pode, nem pode pensar em chegar!!! Diga espelho meu Se há na avenida alguém mais feliz que eu!".
Mas repare só, a luta do Rochedo contra o Mar. Quem está ganhando? Quem ganhará no final? O Rochedo é forte e se impõe e nada o tira do lugar, mas ele já usou toda sua força. O Rochedo está vencendo e em cada instante parece indestrutível. Mas o mar consumirá todo o rochedo. Já está consumindo, mas tão lentamente que não se percebe nem passados alguns anos. O mar está sempre perdendo, mas vencerá. Eis um paradoxo.
E o isso importa para nós, humanos? Dentre todas as formas de vidas que conhecemos nós somos a única com imaginação. E sabemos que podemos destruir qualquer Rochedo através da perseverança.
Mas repare só, a luta do Rochedo contra o Mar. Quem está ganhando? Quem ganhará no final? O Rochedo é forte e se impõe e nada o tira do lugar, mas ele já usou toda sua força. O Rochedo está vencendo e em cada instante parece indestrutível. Mas o mar consumirá todo o rochedo. Já está consumindo, mas tão lentamente que não se percebe nem passados alguns anos. O mar está sempre perdendo, mas vencerá. Eis um paradoxo.
E o isso importa para nós, humanos? Dentre todas as formas de vidas que conhecemos nós somos a única com imaginação. E sabemos que podemos destruir qualquer Rochedo através da perseverança.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Mudando, ou não.
Resumo. Este texto vai tentar falar do fenômeno extraordinário de o ser humano querer mudar. Não falo das pessoas conscientes. Falo como as pessoas conscientes chegaram a tal ponto. Como o ser humano vence o medo de mudar? Como é que, inconscientemente, o desejo de mudar é mais forte que o medo? Qual o nome desse desejo?
Uma vez que você já leu o resumo não precisa ficar dizendo: "Porra, que texto grande! Nhen Nhen Nhen ...". Se você acha que tem mais letras escritas do que você consegue ler sem alterar seu pensamento estreito e pragmático. Se você não quer discutir, consigo mesmo, sua própria vida. Bom, se você tem receio ou acha um saco. Tudo isso é até normal. Ruim, mas natural. Bom, eu leria este texto, porque ele fala exatamente por que você diz isso.
A gente normalmente não suporta o mesmismo. Quer dizer, se for a mesma coisa sempre e não trouxer nenhuma alegria, é ruim. "Tava cansado de comer todo dia aquele feijão sem sal, aí vim aqui atrás de uma coisa diferente." "Não importa nem o que seja, sendo difrente tá bom."
Do mesmo modo ninguém quer sair de uma posição confortável. "Eu queria até tomar água, mas, se levantar do sofá, ela deita no meu lugar." "Eles estão colocando substâncias altamente nocivas nos cigarros, mas se eu denunciar esse fato os culpados vão negar tudo, me tirar todo o dinheiro, acabar com minha família, podem até tirar minha vida e, de todo modo, vão ficar impunes." E também tem aqueles versos da poesia Elegia 1938 do Drumond: "Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição/porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan."
Deixa eu ver se consigo, através do excesso de tentativas, fazer vocês entenderem o que eu penso. Os seres humanos - o mesmo que "nós" - tendem a procurar uma situação mais cômoda e permanecer nela. Nós procuramos um local pra nos recostarmos e passar ali o maior tempo possível. O maior tempo possível pode ser inclusive a própria eternidade, porque ninguém acha que vai morrer um dia. Vou repetir até pelo menos eu entender. Eu me viro na cama até achar uma posição boa pra dormir. Me remexo na cadeira do cinema até ficar confortável. Eu tinha problemas sérios - e quem não tem? - em acertar a quantidade de achocolatado para um copo de leite.
O problema é que ninguém agüenta, durante muito tempo, situações incômodas. O cômodo é o que permanece. E o incômodo é o que muda. Vamos assumir que, em uma situação qualquer, existem pontos cômodos e incômodos. Se você valoriza mais os pontos cômodos, vai resistir à mudança, pois tem medo de perder o que tem. Contudo, se o incômodo for maior, a situação se torna inaceitável. Daí você muda ou absorve isso. Absorvendo, adquire alguma doença mental ou outro problema qualquer.
Usemos como exemplo uma relação humana muito importante: o namoro. Se um namoro vai bem - é divertido, enriquecedor etc. - tem tudo pra continuar, pois as vantagens, as comodidades, são mais importantes do que os incovenientes. Porém chega um ponto em que o namoro tem incômodos mais importantes do que os benefícios. Você tem sempre uma pessoa com quem sair, alguém pra transar no fim-de-semana, mas você não se importa com essa pessoa, não se importa com as coisas que vocês dividem, e/ou brigam muito e perturbam suas Paz(es), ou nada de novo acontece etc. Talvez seja uma boa hora para refletir se vale a pena ficar junto. Porque, se não vale a pena, tudo pode ficar mais desagradável. Mantendo uma situação sem perspectiva com medo de perder aquelas comidades. Quando a situação se torna insuportável, agimos irresponsavelmente na ânsia de eliminar o mais rápido possível esse incômodo. Daí surge um problema: um namoro mal acabado.
Um dos principais motivos do medo de mudar é a dúvida de como será o futuro. "O que eu vou fazer se eu mudar e perder essas coisas que são certas e com as quais aprendi a viver? Tudo o que faço é baseado nessas coisas. É mais fácil conviver com esse problema do que começar uma coisa toda nova que pode não dar certo também." É até um tanto de preguiça. Vou contestar esse constestador: "Do mesmo modo que você aprendeu a viver com essas coisas, pode aprender a viver com as outras. Do mesmo modo que aprendeu a viver com essa pessoa, vai aprender a viver com outra. É até uma coisa que dá alegria: construir. E vai ter muito a construir. Na verdade, pensamos mais na obra feita do que na construção. Mas a ação de construir dá mais prazer do que a edificação já posta. Você vai experimentar novas coisas. Vai poder fazer tudo o que você já faz e já gosta de uma outra maneira, vai descobrir muito mais coisas - coisas das quais você goste ainda mais. E se o prazer é fazer aquilo que já está acostumado: você vai se acostumar com tudo depois. Você não vai precisar conviver com o(s) antigo problema(s). E quanto a dar certo: isso depende de quem?"
- Já disseram no comercial da Ford: "O novo é belo."
Boa sorte e coragem para todos nós!
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